sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ao horizonte, na aurora do dia



Aquele que não escuta

Nem sempre vê
Em sombras e vultos,
flutua, passa, esvai-se
Deixa a marca
Imprime sem porquê.



O que não conhece
Nem sempre atenta
Passeia e atravessa
Paredes como nuvens
Mas sente frio e o calor
Que o susto acalenta.



Este que não via
De repente, fica
Estremece ao ardor
De um verão sem brisa
Tateando o agora
Que o amanhecer purifica.



Alvorece com fogo
Força e luz
Dissipa fantasmas
Eleva seres
Aprofunda raízes
Em flores e frutos, reproduz...

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