Roubei a frase do título de um novo amigo ... Dizia ele que África é um tubarão-baleia porque assusta quando se vê, mas é dócil e amável quando nos damos a chance de nos aproximar...
Essa semana mergulhei novamente com um desses aí. A sensação é a mesma de quando cheguei aqui nesta terra: respeito e admiração.
Aquele medo inicial rapidamente se converteu em amizade e familiaridade.
Dez meses de Moçambique só me ensinaram... Prepotentemente, talvez ainda acreditasse que vim fazer alguma coisa pela África, mas não demorou muito para que eu percebesse que eu precisava mais dela do que ela de mim.
E acho que um dos problemas de muitos de nós que trabalhamos com desenvolvimento local é exatamente acreditar que o outro precisa muito de nós. Daí podemos cair facilmente no erro do pai/ mãe que super protege o filho porque é "só uma criança" e não sabe de nada ainda. Nem abandono nem proteção... Como achar o caminho do meio quando tantas pessoas e organizações de diferentes culturas e países interferem uns nos outros? Como essa criança vai andar sozinha?
Ao mesmo tempo, os países da África sobrevivem, a maioria deles, com suas culturas fortes e marcantes encantando aos comercializados como nós que por aqui passam. Eu não sei se ficaria feliz de ver a África inundada de globalização com sua cultura sufocada pelos uniformes do capitalismo. Mas como levar um pouco de melhoria para as vidas das pessoas sem contaminá-las com o consumismo capitalista da nossa cultura?
Bom, tudo isso é só uma reflexão... Ingênua talvez. Mas acho que somos todos crianças, principalmente aqueles que acreditam não ser mais.
Essa semana mergulhei novamente com um desses aí. A sensação é a mesma de quando cheguei aqui nesta terra: respeito e admiração.
Aquele medo inicial rapidamente se converteu em amizade e familiaridade.
Dez meses de Moçambique só me ensinaram... Prepotentemente, talvez ainda acreditasse que vim fazer alguma coisa pela África, mas não demorou muito para que eu percebesse que eu precisava mais dela do que ela de mim.
E acho que um dos problemas de muitos de nós que trabalhamos com desenvolvimento local é exatamente acreditar que o outro precisa muito de nós. Daí podemos cair facilmente no erro do pai/ mãe que super protege o filho porque é "só uma criança" e não sabe de nada ainda. Nem abandono nem proteção... Como achar o caminho do meio quando tantas pessoas e organizações de diferentes culturas e países interferem uns nos outros? Como essa criança vai andar sozinha?
Ao mesmo tempo, os países da África sobrevivem, a maioria deles, com suas culturas fortes e marcantes encantando aos comercializados como nós que por aqui passam. Eu não sei se ficaria feliz de ver a África inundada de globalização com sua cultura sufocada pelos uniformes do capitalismo. Mas como levar um pouco de melhoria para as vidas das pessoas sem contaminá-las com o consumismo capitalista da nossa cultura?
Bom, tudo isso é só uma reflexão... Ingênua talvez. Mas acho que somos todos crianças, principalmente aqueles que acreditam não ser mais.
