Essa frase do Paulo Freire me fez pensar numa situação que acompanhei nesta semana. Um “educador” - entre aspas por se referir a um título e não ao sentido semântico da palavra - abandonou sua sala alegando que seus educandos eram incapazes de aprender. Isso já me chocaria em qualquer circunstância, especialmente neste caso em que conheço a criatividade e inteligência daqueles a quem ele sentenciou a ignorância eterna.
Passada a minha indignação depois de comentar com colegas tudo o que não tive a oportunidade de dizer a ele -infelizmente- tenho que admitir que, mesmo errando, ele acertou. Não no que disse acerca dos educandos, mas em abandonar seu posto e deixar espaço para quem abraça a causa de educar.
Quero deixar claro que não me vejo como educadora, mas alguém que procura zelar pelo processo de ensino-aprendizagem. Não sempre é fácil cumprir essa meta, mesmo sabendo da importância dela. Expor conhecimento não é educar, pode até ser o contrário disso, pois impõe verdades bitolando pontos de vista. Educar tem exatamente a função oposta: abrir a mente e gerar novas idéias, retroalimentando a própria educação.
Penso que educar é um ato de amor e, sendo assim, segundo Freire, exige coragem. Coragem porque não é fácil estar diante das diferentes formas que cada um aprende e buscar flexibilidade para adaptar-se a elas. Coragem porque transferir informações é fácil, mas despertar nas pessoas o senso crítico demanda esforço, persistência e constância. Sinto como um movimento visceral, pois a cada dia em que nos propomos a educar - ou seja, fazer nascer cidadãos pensantes - estamos diante do desafio de superar todas as barreiras construídas pela alienação do sistema educacional e pela cultura da banalização generalizada.
Mas não há como educar sem ser mobilizado por aqueles a quem se propõe ensinar. A via é de mão dupla e, a certa altura, educar (ensinar-aprender) tem que circular entre educador e educando para que se possa dizer que houve aprendizagem. Para que isso ocorra, é preciso ter uma mente aberta para desafios e coração disposto a ser constantemente tocado. Aí acredito que o “educador” encontrou seu limite: é na reação que chegamos à transformação, segundo Jung. O que ele descobriu é que isso pode doer às vezes, sendo o amor que nos mantém nesse caminho. E sua fuga deixou bem claro que isso ele não tinha. Então é melhor que siga em frente e encontre a vereda onde mora sua coragem. Por certo, auxiliará bem mais a todos e a si mesmo.
Passada a minha indignação depois de comentar com colegas tudo o que não tive a oportunidade de dizer a ele -infelizmente- tenho que admitir que, mesmo errando, ele acertou. Não no que disse acerca dos educandos, mas em abandonar seu posto e deixar espaço para quem abraça a causa de educar.
Quero deixar claro que não me vejo como educadora, mas alguém que procura zelar pelo processo de ensino-aprendizagem. Não sempre é fácil cumprir essa meta, mesmo sabendo da importância dela. Expor conhecimento não é educar, pode até ser o contrário disso, pois impõe verdades bitolando pontos de vista. Educar tem exatamente a função oposta: abrir a mente e gerar novas idéias, retroalimentando a própria educação.
Penso que educar é um ato de amor e, sendo assim, segundo Freire, exige coragem. Coragem porque não é fácil estar diante das diferentes formas que cada um aprende e buscar flexibilidade para adaptar-se a elas. Coragem porque transferir informações é fácil, mas despertar nas pessoas o senso crítico demanda esforço, persistência e constância. Sinto como um movimento visceral, pois a cada dia em que nos propomos a educar - ou seja, fazer nascer cidadãos pensantes - estamos diante do desafio de superar todas as barreiras construídas pela alienação do sistema educacional e pela cultura da banalização generalizada.
Mas não há como educar sem ser mobilizado por aqueles a quem se propõe ensinar. A via é de mão dupla e, a certa altura, educar (ensinar-aprender) tem que circular entre educador e educando para que se possa dizer que houve aprendizagem. Para que isso ocorra, é preciso ter uma mente aberta para desafios e coração disposto a ser constantemente tocado. Aí acredito que o “educador” encontrou seu limite: é na reação que chegamos à transformação, segundo Jung. O que ele descobriu é que isso pode doer às vezes, sendo o amor que nos mantém nesse caminho. E sua fuga deixou bem claro que isso ele não tinha. Então é melhor que siga em frente e encontre a vereda onde mora sua coragem. Por certo, auxiliará bem mais a todos e a si mesmo.
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