Uma das situações mais complicadas que temos que lidar aqui é com o respeito. O respeito em si é um conceito complicado... Primeiro porque para alcançá-lo é preciso paciência, segundo que muitas vezes o que é chamado de respeito é, na verdade, medo.
A paciência também é mal-compreendida porque muitas vezes o que dizemos ser paciência é na verdade covardia de falar ou agir. Mas ela é muito mais que isso. É o saber ouvir. Se for falar, como falar? E se for o caso, simplesmente calar... É saber esperar. Aguardar ora apoiando, ora incentivando, ora respeitando o silêncio e a não-ação.
Sendo assim, não existe o completo respeito sem a paciência. Pressionar alguém, criticá-lo e dizer que o respeita não é respeito. Essa é uma virtude que exige algo bem difícil para a maioria de nós: se colocar no lugar de outro. Tentar enxergar o mundo de um ponto de vista diferente do nosso. E ainda há o perigo de confundir o entender o que o outro quer dizer com saber o que o outro está dizendo... Muito mais que nas palavras o respeito está nas atitudes que temos em relação aos outros. Por uma série de motivos, é muito mais fácil respeitar mais uns do que outros e por isso aqui parece que tudo complica quando o outro com quem convivemos é de uma cultura diferente da nossa (que nem precisa ser completamente diferente).
Então precisamos aprender de uma forma ou de outra se estivermos interessados na experiência completa de conhecer outras culturas, caso contrário, estamos nos enganando ao acreditar que estamos ajudando alguém (no caso África e São Vicente) e que conhecemos as pessoas com quem convivemos. É claro que sempre dependemos de que o outro esteja, pelo menos, um pouco aberto para trocar um pouco conosco, mas não tentar nem ao menos se aproximar e chamar isso de respeito é presunção.
Uma das coisas mais frustrantes que venho sentindo é como usamos desculpas para mascarar nossa covardia em agir ou reagir. Como muitas vezes preferimos a opção não-agir e chamar isso de respeito ou paciência e simplesmente continuar num mundo em que os errados são os outros.
Nesse ínterim, o respeito já foi para o beleléu... Não se respeitou nem aos outros nem a si mesmo. E quando percebemos, já estamos tão envolvidos em nossos medos que esquecemos o que viemos fazer aqui (para aqueles que sabiam de antemão...) e passamos a maior parte do tempo usando máscaras para olhar nos olhos até de quem enxergamos no espelho...

Oi Isabela, meu nome é Liana e eu e meu namorado estamos pensando em ir prai!!
ResponderExcluirContinue nos mantendo informados de como é a vida ai (70 hrs/ semana? no way - rs)...
Bjo e quem sabe a gente ainda não se conheça nesse grande mundo!!