Estou com tantos sentimentos e emoções dentro de mim que está difícil falar sobre eles... O chegar e o partir só é mais simples quando se está de férias (sem mencionar as exceções a essas aí também): um mês passeando e rotina de novo. "Qualquer dia a gente se vê" parece que é um eufemismo para "quem sabe um dia?" e nada mais é do que uma sentença de que o abandono é certo. Isso em se falando de partir... Quando se fala em chegar, depois de deixar aquele lar que se construiu e a nova família que cativou, é olhar de novo para a velha família que ficou e os velhos amigos que se cultivou, mas que nada conhecem desse novo eu que retornou... Esse novo ser tem a cara do velho, mas um olhar novo, mesmo coração, mas novas canções, mesmo sorriso, mas novas gargalhadas. Traz na mala não só novas histórias, mas novos horizontes. Vem com o coração cheio de novos irmãos, irmãs, pais, mães, filhos e filhas, tios, tias, primos, amores: amigos que foram os responsáveis pelo lar tão longe do lar, mas que não deixa de ser lar.
Não é preciso muito tempo de pé na estrada para se perceber que não são as paisagens que fazem uma boa viagem, mas as pessoas que cruzam nosso caminho. E o viajante vai aprendendo que a casa está no peito, carregada de lembranças que são o único e verdadeiro lar que possui: nem fotografias, nem camisetas, nem colares...
Por isso é tão difícil dizer adeus. São famílias de quem nos despedimos para encontrar outras. E nem por isso é mais fácil chegar, encontrar quem se ama depois de tanta estrada precisa do mesmo coração aberto de quem foi explorar o desconhecido: procurar entender o diferente e compreender quando não te compreendem...
Mas cada passo em direção a encontros ou despedidas mesmo tendo essa forte sensação de superação, sempre acompanhada de dor, saudade, alegria e surpresa, parece que aumenta a capacidade de sentir, de amar como se expandisse o coração para que ele bombeie calor para tantos familiares espalhados em pontos diferentes do mundo.
Aqui estou eu fazendo isso: abraçando os que estão perto e nas palavras pulsando o calor da saudade para os que estão em outras terras e outros oceanos...
Não é preciso muito tempo de pé na estrada para se perceber que não são as paisagens que fazem uma boa viagem, mas as pessoas que cruzam nosso caminho. E o viajante vai aprendendo que a casa está no peito, carregada de lembranças que são o único e verdadeiro lar que possui: nem fotografias, nem camisetas, nem colares...
Por isso é tão difícil dizer adeus. São famílias de quem nos despedimos para encontrar outras. E nem por isso é mais fácil chegar, encontrar quem se ama depois de tanta estrada precisa do mesmo coração aberto de quem foi explorar o desconhecido: procurar entender o diferente e compreender quando não te compreendem...
Mas cada passo em direção a encontros ou despedidas mesmo tendo essa forte sensação de superação, sempre acompanhada de dor, saudade, alegria e surpresa, parece que aumenta a capacidade de sentir, de amar como se expandisse o coração para que ele bombeie calor para tantos familiares espalhados em pontos diferentes do mundo.
Aqui estou eu fazendo isso: abraçando os que estão perto e nas palavras pulsando o calor da saudade para os que estão em outras terras e outros oceanos...
=)
ResponderExcluirHouses are made by brick and stone, but homes are made by love alone. (wooow) Miss you sister -bob