Ontem completou seis meses que aportei em terras africanas e hoje seis meses de Inhambane. Fico feliz de ter escolhido ficar por um ano, pois finalmente me sinto em casa. Finalmente sinto que consigo trabalhar conhecendo mais onde estou pisando. Finalmente as amizades que fiz vão se solidificando e tenho a tranqüilidade de desfrutá-las. A cultura com todos seus impactos e encantos no meu coração ganha mais e mais o ar de “lar”. Fecha-se um ciclo, meus colegas de “seis meses” se foram, novos chegaram. Novas rotinas em casa e personalidades para se adaptarem, mas agora estou na posição de dizer como funciona ao invés de ter que aceitar o que já estava estabelecido. Em contraste com a realidade de paz está a crua sensação de que estou em contagem regressiva. Os meses agora se contam menos seis, cinco, quatro, três... Sair da África. Nem consigo alcançar ainda os tantos modos de se sentir essa saída.
Foram seis meses e pareceram seis anos ou seis dias. Muito rápido e muito intenso. Ainda tenho seis meses de África. Saint Vincent foi a infância, escola, preparação. Os seis primeiros meses são a adolescência: descobertas em meio à passionalidade, impulsividade, deslumbramento e drama. Agora cheguei à idade adulta. Desfruto de tudo nessa terra iluminada“sem me precipitar e nem perder a hora” como diria Ana Carolina. “Outro tempo começou pra mim agora...” Amém.
Foram seis meses e pareceram seis anos ou seis dias. Muito rápido e muito intenso. Ainda tenho seis meses de África. Saint Vincent foi a infância, escola, preparação. Os seis primeiros meses são a adolescência: descobertas em meio à passionalidade, impulsividade, deslumbramento e drama. Agora cheguei à idade adulta. Desfruto de tudo nessa terra iluminada“sem me precipitar e nem perder a hora” como diria Ana Carolina. “Outro tempo começou pra mim agora...” Amém.

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