Eram seis da manhã, eu tinha acordado suada de calor olhando pra janela para tentar entender porque tanto calor naquela hora do dia. Para meu espanto, na tela da janela, eu vejo a sombra de um pequeno, mas ainda assim, camundongo. Eu dei um pulo e gritei: "shit" o que acordou a Betinha (minha roomie)...
- Está dentro ou fora?, eu perguntei
- O que?, ela perguntou
Enquanto isso eu já tinha levantado e estava abrindo a cortina para revelar que...
- Está dentro!!! eu gritei
- Puta madre! ela gritou
Ele correu para cima da escrivaninha.
- Será que pegamos o gato? ela disse
Eu me lembrei de que tinha visto um dos gatos caçando um rato há uns dias atrás (só não me lembrava qual!) então eu disse "sim!" Abri a porta e saí correndo atrás do primeiro gato que encontrasse. Enquanto isso, Royal que adotou o sofá de frente do meu quarto como cama me olhou e abanou o rabo.
Corri o corredor inteiro até o salão principal onde encontrei um dos gatos dormindo, chamei como se fosse dar comida e ele veio (eles são sempre esfomeados). Agarrei o gato e corri de volta.
Cheguei no quarto, joguei o gato lá dentro e fechei a porta.
- Ele desceu da escrivaninha e está embaixo atrás daquela caixa, a Betinha falou.
- Aqui gatinho, eu falei.
O gato estava miando desesperado querendo pular a janela assustado ou sei lá o quê.
- Estúpido, cabrón! Betinha gritou.
O gato desceu da janela (que estava fechada) e correu para debaixo da cama. Enquanto isso eu já ignorava o gato e puxei a caixa que o rato tinha se escondido, nenhum sinal dele. Mas ainda havia outra ao lado.
- Gato idiota!! Se escondeu embaixo da cama! Vem cá, cabrón! Betinha gritou.
- Aqui, gatinho, eu falei com voz de bebê (com ódio do gato!).
Olhei embaixo da cama e o gato estava atrás da minha mala, só dava para ver o rabo dele que sacudia de um lado para o outro. Puxei a mala...
- O rato!! Betinha gritou.
- E o gato!! eu gritei.
Num salto de fração de segundo o gato agarrou o rato! Nós saímos do quarto porque não queríamos ver o trabalho sujo.
- Ele vaí deixar sangue no nosso quarto! Betinha disse
- Argh!! eu falei
Quando olhamos pra trás o gato estava próximo à porta, já do lado de fora, lambendo-se e se esfregando todo (como todo gato satisfeito!). A gente se olhou e dissemos "acho que ele acabou", voltamos pro quarto e fomos direto olhar embaixo da cama. Nenhum sinal de sangue! Nenhuma gota!
- Trabalho profissional, de primeira, eu falei.
- Eu amo gatos a partir de hoje, nunca mais vou tratá-los mal... Betinha disse.
Rimos e rimos e começamos a ter arrepios ao pensar por onde o rato tinha andado antes de chegar na janela!! Aaaaaarrghhh!!!!
Isso tudo se passou em cinco minutos.
Moral do dia: 1)A natureza é perfeita (e faz trabalho limpo!). 2)Vamos adotar um gato na África (contra ratos), um cachorro (contra estranhos) e um gafanhoto (contra baratas).
Nosso herói. Descanso merecido (diário, na verdade).
- Está dentro ou fora?, eu perguntei
- O que?, ela perguntou
Enquanto isso eu já tinha levantado e estava abrindo a cortina para revelar que...
- Está dentro!!! eu gritei
- Puta madre! ela gritou
Ele correu para cima da escrivaninha.
- Será que pegamos o gato? ela disse
Eu me lembrei de que tinha visto um dos gatos caçando um rato há uns dias atrás (só não me lembrava qual!) então eu disse "sim!" Abri a porta e saí correndo atrás do primeiro gato que encontrasse. Enquanto isso, Royal que adotou o sofá de frente do meu quarto como cama me olhou e abanou o rabo.
Corri o corredor inteiro até o salão principal onde encontrei um dos gatos dormindo, chamei como se fosse dar comida e ele veio (eles são sempre esfomeados). Agarrei o gato e corri de volta.
Cheguei no quarto, joguei o gato lá dentro e fechei a porta.
- Ele desceu da escrivaninha e está embaixo atrás daquela caixa, a Betinha falou.
- Aqui gatinho, eu falei.
O gato estava miando desesperado querendo pular a janela assustado ou sei lá o quê.
- Estúpido, cabrón! Betinha gritou.
O gato desceu da janela (que estava fechada) e correu para debaixo da cama. Enquanto isso eu já ignorava o gato e puxei a caixa que o rato tinha se escondido, nenhum sinal dele. Mas ainda havia outra ao lado.
- Gato idiota!! Se escondeu embaixo da cama! Vem cá, cabrón! Betinha gritou.
- Aqui, gatinho, eu falei com voz de bebê (com ódio do gato!).
Olhei embaixo da cama e o gato estava atrás da minha mala, só dava para ver o rabo dele que sacudia de um lado para o outro. Puxei a mala...
- O rato!! Betinha gritou.
- E o gato!! eu gritei.
Num salto de fração de segundo o gato agarrou o rato! Nós saímos do quarto porque não queríamos ver o trabalho sujo.
- Ele vaí deixar sangue no nosso quarto! Betinha disse
- Argh!! eu falei
Quando olhamos pra trás o gato estava próximo à porta, já do lado de fora, lambendo-se e se esfregando todo (como todo gato satisfeito!). A gente se olhou e dissemos "acho que ele acabou", voltamos pro quarto e fomos direto olhar embaixo da cama. Nenhum sinal de sangue! Nenhuma gota!
- Trabalho profissional, de primeira, eu falei.
- Eu amo gatos a partir de hoje, nunca mais vou tratá-los mal... Betinha disse.
Rimos e rimos e começamos a ter arrepios ao pensar por onde o rato tinha andado antes de chegar na janela!! Aaaaaarrghhh!!!!
Isso tudo se passou em cinco minutos.
Moral do dia: 1)A natureza é perfeita (e faz trabalho limpo!). 2)Vamos adotar um gato na África (contra ratos), um cachorro (contra estranhos) e um gafanhoto (contra baratas).
Nosso herói. Descanso merecido (diário, na verdade).

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