sábado, 25 de outubro de 2014

Gerar e gerir


O movimento da vida parece que circunda essas duas palavras: gerar e gerir. 
Há que se pensar que se gerar algo é o mesmo que criá-lo, mas penso também que somos meios pelos quais coisas são geradas, aí é que o gerir entra em campo.
Dizendo de outra forma: se eu tenho uma ideia inovadora, ela é fruto de muitas outras que agregadas e transformadas geram um novo conceito e esse quando gerado, só conseguirá mostrar seu valor e utilidade se for bem gerido. O mesmo quando se pensa da gerar um filho. A ideia original está na natureza, a concepção e geração de um novo ser apenas tem sua localização no corpo de uma mulher, mas como ela gere a chegada e criação desse novo indivíduo no mundo é que faz a diferença.
De uma maneira mais simples: duas pessoas tem a mesma ideia de abrir um negócio de venda de bolos caseiros. Daí não basta saber fazer bolos gostosos, tem que saber administrar os lucros e despesas, como conquistar clientela, enfim, um detalhado e laborioso processo de gerência.
Desde que descobri que estou grávida, o gerar praticamente se tornou um detalhe, apenas um -grande- passo diante de uma maratona do gerir. 
Administrar ou gerir é uma tarefa constante para qualquer um que assuma a responsabilidade de gerar. Sendo assim, é compreensível os que fogem da criação: seja de um filho seja de uma ideia/ sonho a ser posta em prática. Não é fácil colocar em segundo plano o que antes se tinha como prioridade, estabelecer uma disciplina nova, com novos hábitos que favoreçam a geração e que permitam a administração dessa nova criação.
Gerar sem gerir é pensar numa vida que crescesse sem movimento - o que não existe. Para que haja vida é preciso movimento e para se ter o movimento é preciso força. Força para sair da zona de conforto, exige o desapego dos velhos padrões de atos e pensamentos e nem sempre esse processo é fácil. 
O sacrifício (sacro ofício) da vida nova é o que nos permite - se persistirmos na gerência - ter o sentimento de realização pelo que conquistamos. Para haver uma nova vida ou uma nova ideia, é preciso constância e persistência no sonho de transformá-la numa realidade que perpetue o próprio movimento em favor da vida.

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